Arquivo do mês: abril 2010

Jantar da Páscoa – à dois

Sábado à noite, depois da Missa de Vigília Pascal (que foi ótima por sinal), como o bebê estava resfriado, eu e o maridão fomos para casa, celebrar à dois.

Parece que eu estava programando. Bom, na verdade, eu programei mesmo. Planejamento vale ouro. Como ninguém tinha combinado nada para o jantar da Páscoa até a quinta-feira, resolvi me prevenir.

Eu sabia que não teria tempo nenhum para cozinhar nem na Sexta, nem no Sábado. Mas jantar de Páscoa precisa ter um toque especial. E eu estava voltando a tomar vinho, depois da Quaresma. Então, a escola foi massa.

Comprei uma massa recheada (torteloni, ou tortelini com alcachofra), um pacote de queijo parmesão ralado, uma caixinha de creme de leite e um pacotinho de sálvia.

Fácil, fácil. Tempero refogado no azeite, caixinha de creme de leite misturada com o parmesão na panela. Joguei umas folhas de sálvia quando desliguei o fogo. A massa foi só escaldar na água quente. E o jantar ficou com cara de chique, acompanhando do meu vinho branco predileto: Linda Flor, argentino, chadorney.

O maridão aprovou e o filhote ficou dormindo o tempo todo, resfriadinho.

Almoço da Páscoa

Páscoa.  Em geral, as pessoas comem bacalhau nesta data. Eu acho estranho, porque dia de não comer carne é a Sexta-feira Santa. Para mim, a Páscoa é a festa de renovação e de trazer de volta à mesa o que não comemos durante a Quaresma. Além do mais, eu não como bacalhau. Isso mesmo. Já tentei, não gostei.

Então, para o almoço de Páscoa na casa dos meus padrinhos de casamento (almoço do tipo cada um leva um prato, e meu padrinho faz um suuupperr mega bacalhau) eu resolvi fazer boeuf bourguignon. Fiquei inspirada pelo filme “Julie&Julia”.

A receita está no link. Mas, veja bem. Eu e o maridão fomos tocar na missa de Vigília Pascal, no sábado à noite. O bebê ficou resfriado e eu queria me arrumar direitinho para essa comemoração tão especial. Resultado: também só tive 40/50 min para fazer o prato.

O que eu “ajeitei” da receita (e a Julie que me perdoe): usei bacon em fatia, daqueles que vêm no pacotinho; fiz só com cogumelo (dos bem grandões); usei coxão mole e cozinhei tudo na panela de pressão (por 30 min). Ah! E coloquei caldo de costela, no lugar de caldo de carne (sim, de tabletinho mesmo).

Rolou. Quem comeu, gostou. Fez uma boa contrapartida ao bacalhau (que ficou excelente também). O maridão não comeu, mas tudo bem. De vez em quando é bom receber elogios de outras pessoas!

Esse não é o meu. É só para ilustrar. O meu ficou só com a carne e cogumelo

Sexta-feira sem carne

Sexta-feira Santa. Nesse dia eu sigo, sim, o preceito e não como carne.

O almoço tinha que ser rápido, pois iríamos – eu e o maridão – participar da procissão do Senhor Morto.

A solução foi ovo mexido. Criativo? Não, claro. Mas funcionou bem. Deixei os ovos fritarem um pouco no azeite antes de mexer. A gema fica mais amarelinha e o sabor ressalta.

Coloquei legumes na manteiga par complear e voilá! estava pronta a refeição deste dia sagrado.

O bebê comeu papinha normal, com frango.

A papinha do ardidinho

Não, gente. Eu não fiz a papinha do bebê com a pimenta de cheiro.

Mas enquanto refogava o strogonoff, eu descasquei uma mandioquinha pequenina, meia batata pequena, umas seis folhas de rúcula, abóbora (daquela laranja com a casca verde) e uns cinco pedaços do frango (que eu lavei para tirar o tempero).

Refoguei no azeite. Três copos de água e deixei ferver. Ah! Eu tempero com cebola ralada (de vidro, já pronta) e um pouquinho (pouquinho mesmo) de tempero pronto caseiro (Cia das Ervas).

Ficou bom, o bebê comeu tudo, mesmo desanimado por causa da vacina.

Strogonoff ardidinho no dia da vacina

Primeiro de abril não deveria ser o melhor dia para começar um blog. Mas paciência. Sem mentiras, esse será o primeiro post-receita.

Eu nunca cozinhei strogonoff sozinha. O pessoal sempre faz quando vamos à fazenda no final do ano. Mas eu sempre fico com a parte do arroz.

Ontem foi dia de vacinar o bebê. De manhã a hexavalente + pneumocócica. À tarde, a H1N1. Tadinho, o neném ficou com febre. E o maridão chegou em casa cedo (o que é sempre ótimo). Mercado? Hum. Não deu.

A idéia era preparar algo gostosinho, rapidão com o que tinha em casa. Tinha frango. Peito daqueles temperados que tem no mercado. Eu sempre mudo o tempero dessas carnes, acrescento alguma coisa. Tinha um vidrão de champignon dos grandinhos. humhum. Strogonoff.

Tentei lembrar o que as meninas fazem na fazenda. Bom, coloquei azeite na panela de pressão (espirra menos no fogão), cortei os frangos em pedaços, misturei com catchup (Heins) e mostarda (heins também). Duas “tuchadas” (isso mesmo. Aperta 1 vez o tubo com força – isso é uma tuchada) do primeiro e 1 tuchada do segundo. Tinha uns 200 gramas de frango. Foi para refogar no azeite. Daí eu resolvi colocar pimenta de cheiro.

Ficou assim

Achei que pimenta de cheiro era mais fraca, tipo só para dar o cheirinho do ardido, sabe. Burra, né? Mas eu tirei a sementinha de dentro. Usei uma verdinha comprida e uma vermelha redondinha. Joguei no refogado.

Depois uma caixinha de creme de leite e meia caixinha de leite. Misturei e servi com um arroz que, confesso, ficou saboroso, mas não branquinho. Ficou um arroz caramelo.

Cara, o gosto desde strogonoff ficou ardidinho. SEm exageros, mas deu um toque diferente no strogonoff de sempre.

O maridão engasgou na primeira, mas depois curtiu o ardido. Receita aprovada, tempo 45 minutos, desde o momento que abri a geladeira, até colocar no prato.

Uma panela só para lavar.