Arquivo do mês: maio 2010

Bife assado – não faça isso…

Pois é, mas eu fiz.

Tá, a idéia original era usar o contra-filé em bifes que eu tinha em casa. Mas eu não queria fritar ou grelhar os bifes. Queria algo diferente.

A receita original está no “O grande livro de receitas Cláudia“. Era de contra-filé ao forno com purê de maçã. Só que o livro pede uma peça de contra-filé assada de 1 a 2 horas.

Eu pensei: “em bife deve assar em 40 minutos”. Pois é. Não assou. Ou melhor. Assou, mas no instante que eu tirei do forno ficou dura. Dura. Dura. Dura como a capa do bendito livro.

E olha que tinha a maçã ralada em cima, efeito crocante e gosto bom. Mas não deu.

O maridão fez cara de feliz, disse que “o gosto estava bom”, mas seus dentes não conseguiram mastigar nem meio bife. Coitado, acabou comendo seleta de legumes.  Eu, claro, comi o meu todinho. De raiva.

No dia seguinte minha mãe falou: “mas bife é para assar?” E não é? Carne não é tudo igual? Digo, se a peça toda pode assar, porque fatiada em bife não pode? Alguém sabe?

Paciência. Da próxima eu faço bife cozido na panela.

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Duas massas prá já

Na minha opinião, o prato mais záz-tráz que existe é a massa. Seja seca (tipo espagueti, talharini) ou fresca (tipo nhoc), ou recheada, é a opção número 1 quando estou morrendo de pressa.

Só que macarrão e molho vermelho ou macarrão al alho e azeite toda hora cansa. Então, criei duas variações.

A primeira foi porque eu não queria cozinhar molho vermelho, pois iria sujar o meu fogão (e, óbvio, eu teria que limpar). Fiz o seguinte:

1. Spaguetti (tô variando a forma de escrever para parecer chique) na panela (cozimento em 11 min, segundo a caixa)

2. Azeite na outra panela + cebola + manjericão (um pouco fresco e um pouco do pacotinho) + queijo ralado. Achei fraquinho meu “pseudo-pesto” e coloquei ervilhas.

3. Spaguetti no molho e pronto!!!

Pseudo pesto porque eu não como nozes

Taí a foto. Aprovadão e em 15 min.

O segundo já deu um pouco mais de trabalho. Gastei todos os 40 minutos com o maridão na jugular, morrendo de fome.

O que ocupou os meus preciosos minutos foi tirar aquela coisa pretinha de dentro do camarão. Aquilo, segundo minha sábia mãe, é o intestino do camarão (se é que camarão tem isso), onde ficam os resíduos da comida que ele ingere.  Para quem não sabe, o camarão é o lixeiro do mar. Então, eu não dou para ninguém comer camarão com aquela coisinha preta.

Depois de limpar, foi para a panela ser refogado com azeite e aquele tempero caseiro (ver posts anteriores). Coloquei um pouco de molho de tomate, açúcar e queijo requeijão (aquele de potinho para passar no pão). Ficou parecendo o recheio que eu faço para colocar dentro da moranga, quando cozinho o camarão na moranga.

Fiz com macarrão rigattoni para o camarão entrar no canudinho da massa

Olha só a carinha dele. Aliás, o gosto ficou melhor que a foto.

Essa é a coisinha preta do camarão (intestino). No site http://cliqueagosto.pop.com.br mostra como limpar

Salmão Ballônia – de restaurante, em 15 minutos

Essa foi extra ultra rápida. Em exatamente 25 minutos, fui do tempero do salmão ao prato servido.

Segunda-feira, dia em que eu dispensei a faxineira porque ela estava muito gripada e na quinta anterior ela já havia passado a gripe para o bebê. O que significa que a limpeza da casa ficou sob a minha responsabilidade.

Mas o dia rendeu. O filhote ajudou e participou da faxina, pulando e “cantando”do berço, enquanto a mãe dele (eu) ficava dançando pela casa de esfregador e pano na mão. TRabalho finalzado, deu vontade de cozinhar alguma coisa gostosa para o maridão. Só que eu tinha “pouquissíssimo” tempo.

O livro inspirador

A carne que descongela mais rápido é o peixe. Então, peguei dois filés de salmão. A receita inspiradora é do Jaime Oliver, no seu livro A Revolução na Cozinha (custa R$ 54 em média nas livrarias online).  O prato dele se chama Salmão assado em cartuchos de papel alumínio, vagem e pesto (Ufa!). A minha adaptação ficou mais simples: Salmão Babilônia. Vocês saberão em breve o porquê.

O que eu mudei na receita? Váaaaaarias coisas:

1. Eu não tinha vagem. Então usei metade de uma lata de ervilhas e metade de um vidro de champignons que estavam abertos na geladeira

2. Não tinha limão (muito menos Sciciliano). Usei um pouquinho de vinagre branco no lugar (mas bem pouco – uma colher de sopa nos dois filés de salmão)

3. Não tinha molho pesto. Então esmaguei um punhado de manjericão no azeite e acrescentei queijo ralado

O resto (se é que sobrou algo) fiz igual: papel alumínio, as ervilhas + champignon, o salmão sobre os legumes e o pseudo-pesto sobre o peixe. Fechei e foi para o forno por exatos 15 min.

Para acompanhar, eu coloquei umas batatas para cozinhar. Quando elas estavam “al dente”, coloquei numa assadeira, joguei azeite e sal por cima e as coloquei no forno por uns 5 min.

Olha que prático para servir

Ficou bem bom. Salmão suculento, tempero bom e batatas assadinhas. O maridão aprovou bastante, levou 25 minutos tudo e ainda não tinha panela para lavar (vantagem extra do papelote de papel alumínio)

O bebê penou para comer

Fiz o que deveria ter sido a primeira papinha para o bebê amassada com garfo (chamada de grumosa – Grumosa, que palavra mais eca!) em lugar de processada no liquidificador.

Os ingredientes básicos – mandioquinha, batata, cenoura, alface, frango, tomate, cebola, gema de ovo. Só que no meio do cozimento eu lembrei do arroz. Detalhe: eram 10h50 e o bebê deveria comer 11 horas.

Me embananei, desliguei o fogo antes porque o bebê já estava chorando de fome. O arroz ficou “al dente”. Para um bebê de 8 meses é o mesmo que crú.

Resultado: passei mais tempo amassando a papinha que se tivesse feito uma nova.

Tadinho…

Cuscuz Libertador – e o “Curintia” perdeu

Bom, ontem foi dia de jogo decisivo na TV. Pensa. Além da rotina normal de janta-banho-colocar o bb para dormir, tinha Corinthians e Flamengo – decisão de Libertadores depois da novela.

O maridão chegaria em casa em cima da pinta. Minha mãe ficou com o pequeno à tarde e eu tentando arrumar o blog. Bom, eu queria uma comida “aconchegante” para o jogo, rápida e não muito pesada.

No armário encontrei  a base do cuscuz marroquino. Um pacotinho com as bolinhas que absorvem água e viram a “farinha” do cuscuz. Eu tinha linguiça na geladeira. E tomate e alface. Seria isso.

Peguei a receita da caixinha do cuscuz, mas mudei: temperei com azeite, sal, canela e vinagre porque não tinha limão em casa. Deixei de lado.  Fervi a linguiça sem o invólucro.  Faltava o gostinho “nham”. Legal seria com damasco, mas eu não tinha. Usei uma banana. Serviu perfeitamente. cozinhei com a linguiça.

Ah! Antes de ferver, eu refoguei rapidinho a linguiça e a banana com cebola (de vidro) e tempero caseiro (aquele que eu uso da Cia das Ervas).

Misturei a linguiça + banana (ainda com a água da fervura) no cuscuz. Acrescentei pedacinhos de tomate e de alface rasgada. Foi isso. 30 min, entre o banho do bebê e o início do jogo.

A banana deu o gosto "nham" aconchegante

Chamei de Cuscuz Libertador. Pois é. Não funcionou. O “Curintia” ganhou, mas não foi classificado. Paciência. O prato ficou bom, recebeu elogio até do maridão triste com a derrota.