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Risoto para comemorar

São 22:15 e acabo de tirar esta foto

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As crianças já comeram, claro. O bebê leite e o maior macarrão com frango.

Estou cozinhando só agora porque estivemos envolvidos com negócios. Negócio fechado, vamos celebrar com risoto.

Na foto já estava a cebola refogada na manteiga e azeite. O arroz de risoto, presunto cortado fininho e em tiras. Em lugar de vinho branco ( que não tenho) usei um tinto. Abusei. Usei o mesmo vinho que vamos tomar: Alma Negra.

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Risoto no fogo, pico queijo gorgonzola (umas 50grs para 1 xic e meia de arroz) e separo o queijo parmesão.

Dúvida: coloco ou não o pêssego? Coloquei.

Ia usar queijo de cabra. Desisti. O sabor iria brigar com o resto. Comemos antes mesmo.

22:37 colocando risoto no prato. O sabor ficou ótimo.

Detalhe: coloquei meio tablete de caldo de galinha e dispensei o sal.

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O ideal seria substituir o presunto normal por presunto parma e o pêssego por figo.

Maridão aprovou o sabor e o timming. Agora por as crianças p dormir (tarde prá burro).

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O risoto delícia que o maridão anunciou no twitter

Fazer risoto tem aquela aura de comida chic de restaurante que só os cheffs conseguem fazer.

Minha mãe chamava de risoto aquele arroz primavera, com legumes, super sequinho. O dia que eu pedi um risoto no restaurante e veio aquela coisa pastosa…Ai! Pensei que estava tudo errado. No final, eu que era suburbana mesmo.

Bom, risoto não tem segredo e é rápido. 25/30 min no máximo. O único problema é que vc tem que ficar com ele o tempo todo, do ladinho, mexendo como as avós mexiam o tacho de doce.

Risoto rosadinho por causa do vinho tinto. Sou péssima fotógrafa...

Este risoto foi sugestão do maridão que havia experimentado no Sweet Pimenta: com banana terra e queijo minas.

Primeira coisa: se você não tem aquele arroz de risoto em casa, pode ser o arroz comum mesmo, tipo Agulhinha. Use sem lavar e no final da preparação acrescente duas colheres de sopa bem cheias de creme de leite. Poucos notarão a diferença.

Na panela, manteiga ou margarina (não coloco a quantidade porque depende do tanto de comida que você vai fazer). Mas pense em algo generoso para o risoto (digamos duas colheradas de sopa para uma xícara de arroz). Refogue ali o tempero. Eu, como sempre, uso o tempero pronto da Cia das Índias e acrescento cebola ralada.

Jogue o arroz e apartir desse ponto, você não vai mais se afastar da panela. No arroz refogado despeje meia xícara de vinho branco. Não tem branco? Usa tinto mesmo, desde que não seja doce. Heresia? Bobagem! Heresia é ficar sem fazer o prato porque na sua casa só sobra aquele fundinho de vinho tinto.

Depois que o álcool do vinho evaporar, junte duas ou três (depende do gosto) de banana terra em rodelas. Cubra com água e vá mexendo essa mistura. Conforme a água der uma secada, junte cubos de queijo minas (ele deve derreter com a fervura).

Mexa sempre. Se a água secar e o arroz estiver duro, ponha mais um pouquinho e de pouco em pouco, seu risoto deve ficar pronto em 20 min.

Sirva direto com queijo ralado em cima. Se demorar, o risoto gruda e fica uma pastchola.

O maridão disse que no Sweet Pimenta, eles colocam o queijo minas bem no final e não deixam os cubos derreterem. Mas ele gostou mais do jeito que eu fiz.

Esse ficou muito bom mesmo. Bebemos com vinho (cujo resto ficou para temperar uma carne).

Risoto sempre vale à pena. A partir da receita original, troque os ingrediente e vá testando. Difícil dar errado. Já fiz de salmão com manga, de gorgonzola com figo, de shitaque com gorgonzola, quatro queijos e por aí vai.

Jantar da Páscoa – à dois

Sábado à noite, depois da Missa de Vigília Pascal (que foi ótima por sinal), como o bebê estava resfriado, eu e o maridão fomos para casa, celebrar à dois.

Parece que eu estava programando. Bom, na verdade, eu programei mesmo. Planejamento vale ouro. Como ninguém tinha combinado nada para o jantar da Páscoa até a quinta-feira, resolvi me prevenir.

Eu sabia que não teria tempo nenhum para cozinhar nem na Sexta, nem no Sábado. Mas jantar de Páscoa precisa ter um toque especial. E eu estava voltando a tomar vinho, depois da Quaresma. Então, a escola foi massa.

Comprei uma massa recheada (torteloni, ou tortelini com alcachofra), um pacote de queijo parmesão ralado, uma caixinha de creme de leite e um pacotinho de sálvia.

Fácil, fácil. Tempero refogado no azeite, caixinha de creme de leite misturada com o parmesão na panela. Joguei umas folhas de sálvia quando desliguei o fogo. A massa foi só escaldar na água quente. E o jantar ficou com cara de chique, acompanhando do meu vinho branco predileto: Linda Flor, argentino, chadorney.

O maridão aprovou e o filhote ficou dormindo o tempo todo, resfriadinho.

Almoço da Páscoa

Páscoa.  Em geral, as pessoas comem bacalhau nesta data. Eu acho estranho, porque dia de não comer carne é a Sexta-feira Santa. Para mim, a Páscoa é a festa de renovação e de trazer de volta à mesa o que não comemos durante a Quaresma. Além do mais, eu não como bacalhau. Isso mesmo. Já tentei, não gostei.

Então, para o almoço de Páscoa na casa dos meus padrinhos de casamento (almoço do tipo cada um leva um prato, e meu padrinho faz um suuupperr mega bacalhau) eu resolvi fazer boeuf bourguignon. Fiquei inspirada pelo filme “Julie&Julia”.

A receita está no link. Mas, veja bem. Eu e o maridão fomos tocar na missa de Vigília Pascal, no sábado à noite. O bebê ficou resfriado e eu queria me arrumar direitinho para essa comemoração tão especial. Resultado: também só tive 40/50 min para fazer o prato.

O que eu “ajeitei” da receita (e a Julie que me perdoe): usei bacon em fatia, daqueles que vêm no pacotinho; fiz só com cogumelo (dos bem grandões); usei coxão mole e cozinhei tudo na panela de pressão (por 30 min). Ah! E coloquei caldo de costela, no lugar de caldo de carne (sim, de tabletinho mesmo).

Rolou. Quem comeu, gostou. Fez uma boa contrapartida ao bacalhau (que ficou excelente também). O maridão não comeu, mas tudo bem. De vez em quando é bom receber elogios de outras pessoas!

Esse não é o meu. É só para ilustrar. O meu ficou só com a carne e cogumelo