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Jantar da Páscoa – à dois

Sábado à noite, depois da Missa de Vigília Pascal (que foi ótima por sinal), como o bebê estava resfriado, eu e o maridão fomos para casa, celebrar à dois.

Parece que eu estava programando. Bom, na verdade, eu programei mesmo. Planejamento vale ouro. Como ninguém tinha combinado nada para o jantar da Páscoa até a quinta-feira, resolvi me prevenir.

Eu sabia que não teria tempo nenhum para cozinhar nem na Sexta, nem no Sábado. Mas jantar de Páscoa precisa ter um toque especial. E eu estava voltando a tomar vinho, depois da Quaresma. Então, a escola foi massa.

Comprei uma massa recheada (torteloni, ou tortelini com alcachofra), um pacote de queijo parmesão ralado, uma caixinha de creme de leite e um pacotinho de sálvia.

Fácil, fácil. Tempero refogado no azeite, caixinha de creme de leite misturada com o parmesão na panela. Joguei umas folhas de sálvia quando desliguei o fogo. A massa foi só escaldar na água quente. E o jantar ficou com cara de chique, acompanhando do meu vinho branco predileto: Linda Flor, argentino, chadorney.

O maridão aprovou e o filhote ficou dormindo o tempo todo, resfriadinho.

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Almoço da Páscoa

Páscoa.  Em geral, as pessoas comem bacalhau nesta data. Eu acho estranho, porque dia de não comer carne é a Sexta-feira Santa. Para mim, a Páscoa é a festa de renovação e de trazer de volta à mesa o que não comemos durante a Quaresma. Além do mais, eu não como bacalhau. Isso mesmo. Já tentei, não gostei.

Então, para o almoço de Páscoa na casa dos meus padrinhos de casamento (almoço do tipo cada um leva um prato, e meu padrinho faz um suuupperr mega bacalhau) eu resolvi fazer boeuf bourguignon. Fiquei inspirada pelo filme “Julie&Julia”.

A receita está no link. Mas, veja bem. Eu e o maridão fomos tocar na missa de Vigília Pascal, no sábado à noite. O bebê ficou resfriado e eu queria me arrumar direitinho para essa comemoração tão especial. Resultado: também só tive 40/50 min para fazer o prato.

O que eu “ajeitei” da receita (e a Julie que me perdoe): usei bacon em fatia, daqueles que vêm no pacotinho; fiz só com cogumelo (dos bem grandões); usei coxão mole e cozinhei tudo na panela de pressão (por 30 min). Ah! E coloquei caldo de costela, no lugar de caldo de carne (sim, de tabletinho mesmo).

Rolou. Quem comeu, gostou. Fez uma boa contrapartida ao bacalhau (que ficou excelente também). O maridão não comeu, mas tudo bem. De vez em quando é bom receber elogios de outras pessoas!

Esse não é o meu. É só para ilustrar. O meu ficou só com a carne e cogumelo

Sexta-feira sem carne

Sexta-feira Santa. Nesse dia eu sigo, sim, o preceito e não como carne.

O almoço tinha que ser rápido, pois iríamos – eu e o maridão – participar da procissão do Senhor Morto.

A solução foi ovo mexido. Criativo? Não, claro. Mas funcionou bem. Deixei os ovos fritarem um pouco no azeite antes de mexer. A gema fica mais amarelinha e o sabor ressalta.

Coloquei legumes na manteiga par complear e voilá! estava pronta a refeição deste dia sagrado.

O bebê comeu papinha normal, com frango.

A papinha do ardidinho

Não, gente. Eu não fiz a papinha do bebê com a pimenta de cheiro.

Mas enquanto refogava o strogonoff, eu descasquei uma mandioquinha pequenina, meia batata pequena, umas seis folhas de rúcula, abóbora (daquela laranja com a casca verde) e uns cinco pedaços do frango (que eu lavei para tirar o tempero).

Refoguei no azeite. Três copos de água e deixei ferver. Ah! Eu tempero com cebola ralada (de vidro, já pronta) e um pouquinho (pouquinho mesmo) de tempero pronto caseiro (Cia das Ervas).

Ficou bom, o bebê comeu tudo, mesmo desanimado por causa da vacina.