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Cuscuz Libertador – e o “Curintia” perdeu

Bom, ontem foi dia de jogo decisivo na TV. Pensa. Além da rotina normal de janta-banho-colocar o bb para dormir, tinha Corinthians e Flamengo – decisão de Libertadores depois da novela.

O maridão chegaria em casa em cima da pinta. Minha mãe ficou com o pequeno à tarde e eu tentando arrumar o blog. Bom, eu queria uma comida “aconchegante” para o jogo, rápida e não muito pesada.

No armário encontrei  a base do cuscuz marroquino. Um pacotinho com as bolinhas que absorvem água e viram a “farinha” do cuscuz. Eu tinha linguiça na geladeira. E tomate e alface. Seria isso.

Peguei a receita da caixinha do cuscuz, mas mudei: temperei com azeite, sal, canela e vinagre porque não tinha limão em casa. Deixei de lado.  Fervi a linguiça sem o invólucro.  Faltava o gostinho “nham”. Legal seria com damasco, mas eu não tinha. Usei uma banana. Serviu perfeitamente. cozinhei com a linguiça.

Ah! Antes de ferver, eu refoguei rapidinho a linguiça e a banana com cebola (de vidro) e tempero caseiro (aquele que eu uso da Cia das Ervas).

Misturei a linguiça + banana (ainda com a água da fervura) no cuscuz. Acrescentei pedacinhos de tomate e de alface rasgada. Foi isso. 30 min, entre o banho do bebê e o início do jogo.

A banana deu o gosto "nham" aconchegante

Chamei de Cuscuz Libertador. Pois é. Não funcionou. O “Curintia” ganhou, mas não foi classificado. Paciência. O prato ficou bom, recebeu elogio até do maridão triste com a derrota.

Jantar da Páscoa – à dois

Sábado à noite, depois da Missa de Vigília Pascal (que foi ótima por sinal), como o bebê estava resfriado, eu e o maridão fomos para casa, celebrar à dois.

Parece que eu estava programando. Bom, na verdade, eu programei mesmo. Planejamento vale ouro. Como ninguém tinha combinado nada para o jantar da Páscoa até a quinta-feira, resolvi me prevenir.

Eu sabia que não teria tempo nenhum para cozinhar nem na Sexta, nem no Sábado. Mas jantar de Páscoa precisa ter um toque especial. E eu estava voltando a tomar vinho, depois da Quaresma. Então, a escola foi massa.

Comprei uma massa recheada (torteloni, ou tortelini com alcachofra), um pacote de queijo parmesão ralado, uma caixinha de creme de leite e um pacotinho de sálvia.

Fácil, fácil. Tempero refogado no azeite, caixinha de creme de leite misturada com o parmesão na panela. Joguei umas folhas de sálvia quando desliguei o fogo. A massa foi só escaldar na água quente. E o jantar ficou com cara de chique, acompanhando do meu vinho branco predileto: Linda Flor, argentino, chadorney.

O maridão aprovou e o filhote ficou dormindo o tempo todo, resfriadinho.

Strogonoff ardidinho no dia da vacina

Primeiro de abril não deveria ser o melhor dia para começar um blog. Mas paciência. Sem mentiras, esse será o primeiro post-receita.

Eu nunca cozinhei strogonoff sozinha. O pessoal sempre faz quando vamos à fazenda no final do ano. Mas eu sempre fico com a parte do arroz.

Ontem foi dia de vacinar o bebê. De manhã a hexavalente + pneumocócica. À tarde, a H1N1. Tadinho, o neném ficou com febre. E o maridão chegou em casa cedo (o que é sempre ótimo). Mercado? Hum. Não deu.

A idéia era preparar algo gostosinho, rapidão com o que tinha em casa. Tinha frango. Peito daqueles temperados que tem no mercado. Eu sempre mudo o tempero dessas carnes, acrescento alguma coisa. Tinha um vidrão de champignon dos grandinhos. humhum. Strogonoff.

Tentei lembrar o que as meninas fazem na fazenda. Bom, coloquei azeite na panela de pressão (espirra menos no fogão), cortei os frangos em pedaços, misturei com catchup (Heins) e mostarda (heins também). Duas “tuchadas” (isso mesmo. Aperta 1 vez o tubo com força – isso é uma tuchada) do primeiro e 1 tuchada do segundo. Tinha uns 200 gramas de frango. Foi para refogar no azeite. Daí eu resolvi colocar pimenta de cheiro.

Ficou assim

Achei que pimenta de cheiro era mais fraca, tipo só para dar o cheirinho do ardido, sabe. Burra, né? Mas eu tirei a sementinha de dentro. Usei uma verdinha comprida e uma vermelha redondinha. Joguei no refogado.

Depois uma caixinha de creme de leite e meia caixinha de leite. Misturei e servi com um arroz que, confesso, ficou saboroso, mas não branquinho. Ficou um arroz caramelo.

Cara, o gosto desde strogonoff ficou ardidinho. SEm exageros, mas deu um toque diferente no strogonoff de sempre.

O maridão engasgou na primeira, mas depois curtiu o ardido. Receita aprovada, tempo 45 minutos, desde o momento que abri a geladeira, até colocar no prato.

Uma panela só para lavar.