Arquivo da tag: receitas rápidas

O risoto delícia que o maridão anunciou no twitter

Fazer risoto tem aquela aura de comida chic de restaurante que só os cheffs conseguem fazer.

Minha mãe chamava de risoto aquele arroz primavera, com legumes, super sequinho. O dia que eu pedi um risoto no restaurante e veio aquela coisa pastosa…Ai! Pensei que estava tudo errado. No final, eu que era suburbana mesmo.

Bom, risoto não tem segredo e é rápido. 25/30 min no máximo. O único problema é que vc tem que ficar com ele o tempo todo, do ladinho, mexendo como as avós mexiam o tacho de doce.

Risoto rosadinho por causa do vinho tinto. Sou péssima fotógrafa...

Este risoto foi sugestão do maridão que havia experimentado no Sweet Pimenta: com banana terra e queijo minas.

Primeira coisa: se você não tem aquele arroz de risoto em casa, pode ser o arroz comum mesmo, tipo Agulhinha. Use sem lavar e no final da preparação acrescente duas colheres de sopa bem cheias de creme de leite. Poucos notarão a diferença.

Na panela, manteiga ou margarina (não coloco a quantidade porque depende do tanto de comida que você vai fazer). Mas pense em algo generoso para o risoto (digamos duas colheradas de sopa para uma xícara de arroz). Refogue ali o tempero. Eu, como sempre, uso o tempero pronto da Cia das Índias e acrescento cebola ralada.

Jogue o arroz e apartir desse ponto, você não vai mais se afastar da panela. No arroz refogado despeje meia xícara de vinho branco. Não tem branco? Usa tinto mesmo, desde que não seja doce. Heresia? Bobagem! Heresia é ficar sem fazer o prato porque na sua casa só sobra aquele fundinho de vinho tinto.

Depois que o álcool do vinho evaporar, junte duas ou três (depende do gosto) de banana terra em rodelas. Cubra com água e vá mexendo essa mistura. Conforme a água der uma secada, junte cubos de queijo minas (ele deve derreter com a fervura).

Mexa sempre. Se a água secar e o arroz estiver duro, ponha mais um pouquinho e de pouco em pouco, seu risoto deve ficar pronto em 20 min.

Sirva direto com queijo ralado em cima. Se demorar, o risoto gruda e fica uma pastchola.

O maridão disse que no Sweet Pimenta, eles colocam o queijo minas bem no final e não deixam os cubos derreterem. Mas ele gostou mais do jeito que eu fiz.

Esse ficou muito bom mesmo. Bebemos com vinho (cujo resto ficou para temperar uma carne).

Risoto sempre vale à pena. A partir da receita original, troque os ingrediente e vá testando. Difícil dar errado. Já fiz de salmão com manga, de gorgonzola com figo, de shitaque com gorgonzola, quatro queijos e por aí vai.

Duas massas prá já

Na minha opinião, o prato mais záz-tráz que existe é a massa. Seja seca (tipo espagueti, talharini) ou fresca (tipo nhoc), ou recheada, é a opção número 1 quando estou morrendo de pressa.

Só que macarrão e molho vermelho ou macarrão al alho e azeite toda hora cansa. Então, criei duas variações.

A primeira foi porque eu não queria cozinhar molho vermelho, pois iria sujar o meu fogão (e, óbvio, eu teria que limpar). Fiz o seguinte:

1. Spaguetti (tô variando a forma de escrever para parecer chique) na panela (cozimento em 11 min, segundo a caixa)

2. Azeite na outra panela + cebola + manjericão (um pouco fresco e um pouco do pacotinho) + queijo ralado. Achei fraquinho meu “pseudo-pesto” e coloquei ervilhas.

3. Spaguetti no molho e pronto!!!

Pseudo pesto porque eu não como nozes

Taí a foto. Aprovadão e em 15 min.

O segundo já deu um pouco mais de trabalho. Gastei todos os 40 minutos com o maridão na jugular, morrendo de fome.

O que ocupou os meus preciosos minutos foi tirar aquela coisa pretinha de dentro do camarão. Aquilo, segundo minha sábia mãe, é o intestino do camarão (se é que camarão tem isso), onde ficam os resíduos da comida que ele ingere.  Para quem não sabe, o camarão é o lixeiro do mar. Então, eu não dou para ninguém comer camarão com aquela coisinha preta.

Depois de limpar, foi para a panela ser refogado com azeite e aquele tempero caseiro (ver posts anteriores). Coloquei um pouco de molho de tomate, açúcar e queijo requeijão (aquele de potinho para passar no pão). Ficou parecendo o recheio que eu faço para colocar dentro da moranga, quando cozinho o camarão na moranga.

Fiz com macarrão rigattoni para o camarão entrar no canudinho da massa

Olha só a carinha dele. Aliás, o gosto ficou melhor que a foto.

Essa é a coisinha preta do camarão (intestino). No site http://cliqueagosto.pop.com.br mostra como limpar

Salmão Ballônia – de restaurante, em 15 minutos

Essa foi extra ultra rápida. Em exatamente 25 minutos, fui do tempero do salmão ao prato servido.

Segunda-feira, dia em que eu dispensei a faxineira porque ela estava muito gripada e na quinta anterior ela já havia passado a gripe para o bebê. O que significa que a limpeza da casa ficou sob a minha responsabilidade.

Mas o dia rendeu. O filhote ajudou e participou da faxina, pulando e “cantando”do berço, enquanto a mãe dele (eu) ficava dançando pela casa de esfregador e pano na mão. TRabalho finalzado, deu vontade de cozinhar alguma coisa gostosa para o maridão. Só que eu tinha “pouquissíssimo” tempo.

O livro inspirador

A carne que descongela mais rápido é o peixe. Então, peguei dois filés de salmão. A receita inspiradora é do Jaime Oliver, no seu livro A Revolução na Cozinha (custa R$ 54 em média nas livrarias online).  O prato dele se chama Salmão assado em cartuchos de papel alumínio, vagem e pesto (Ufa!). A minha adaptação ficou mais simples: Salmão Babilônia. Vocês saberão em breve o porquê.

O que eu mudei na receita? Váaaaaarias coisas:

1. Eu não tinha vagem. Então usei metade de uma lata de ervilhas e metade de um vidro de champignons que estavam abertos na geladeira

2. Não tinha limão (muito menos Sciciliano). Usei um pouquinho de vinagre branco no lugar (mas bem pouco – uma colher de sopa nos dois filés de salmão)

3. Não tinha molho pesto. Então esmaguei um punhado de manjericão no azeite e acrescentei queijo ralado

O resto (se é que sobrou algo) fiz igual: papel alumínio, as ervilhas + champignon, o salmão sobre os legumes e o pseudo-pesto sobre o peixe. Fechei e foi para o forno por exatos 15 min.

Para acompanhar, eu coloquei umas batatas para cozinhar. Quando elas estavam “al dente”, coloquei numa assadeira, joguei azeite e sal por cima e as coloquei no forno por uns 5 min.

Olha que prático para servir

Ficou bem bom. Salmão suculento, tempero bom e batatas assadinhas. O maridão aprovou bastante, levou 25 minutos tudo e ainda não tinha panela para lavar (vantagem extra do papelote de papel alumínio)

Jantar da Páscoa – à dois

Sábado à noite, depois da Missa de Vigília Pascal (que foi ótima por sinal), como o bebê estava resfriado, eu e o maridão fomos para casa, celebrar à dois.

Parece que eu estava programando. Bom, na verdade, eu programei mesmo. Planejamento vale ouro. Como ninguém tinha combinado nada para o jantar da Páscoa até a quinta-feira, resolvi me prevenir.

Eu sabia que não teria tempo nenhum para cozinhar nem na Sexta, nem no Sábado. Mas jantar de Páscoa precisa ter um toque especial. E eu estava voltando a tomar vinho, depois da Quaresma. Então, a escola foi massa.

Comprei uma massa recheada (torteloni, ou tortelini com alcachofra), um pacote de queijo parmesão ralado, uma caixinha de creme de leite e um pacotinho de sálvia.

Fácil, fácil. Tempero refogado no azeite, caixinha de creme de leite misturada com o parmesão na panela. Joguei umas folhas de sálvia quando desliguei o fogo. A massa foi só escaldar na água quente. E o jantar ficou com cara de chique, acompanhando do meu vinho branco predileto: Linda Flor, argentino, chadorney.

O maridão aprovou e o filhote ficou dormindo o tempo todo, resfriadinho.

Almoço da Páscoa

Páscoa.  Em geral, as pessoas comem bacalhau nesta data. Eu acho estranho, porque dia de não comer carne é a Sexta-feira Santa. Para mim, a Páscoa é a festa de renovação e de trazer de volta à mesa o que não comemos durante a Quaresma. Além do mais, eu não como bacalhau. Isso mesmo. Já tentei, não gostei.

Então, para o almoço de Páscoa na casa dos meus padrinhos de casamento (almoço do tipo cada um leva um prato, e meu padrinho faz um suuupperr mega bacalhau) eu resolvi fazer boeuf bourguignon. Fiquei inspirada pelo filme “Julie&Julia”.

A receita está no link. Mas, veja bem. Eu e o maridão fomos tocar na missa de Vigília Pascal, no sábado à noite. O bebê ficou resfriado e eu queria me arrumar direitinho para essa comemoração tão especial. Resultado: também só tive 40/50 min para fazer o prato.

O que eu “ajeitei” da receita (e a Julie que me perdoe): usei bacon em fatia, daqueles que vêm no pacotinho; fiz só com cogumelo (dos bem grandões); usei coxão mole e cozinhei tudo na panela de pressão (por 30 min). Ah! E coloquei caldo de costela, no lugar de caldo de carne (sim, de tabletinho mesmo).

Rolou. Quem comeu, gostou. Fez uma boa contrapartida ao bacalhau (que ficou excelente também). O maridão não comeu, mas tudo bem. De vez em quando é bom receber elogios de outras pessoas!

Esse não é o meu. É só para ilustrar. O meu ficou só com a carne e cogumelo

Strogonoff ardidinho no dia da vacina

Primeiro de abril não deveria ser o melhor dia para começar um blog. Mas paciência. Sem mentiras, esse será o primeiro post-receita.

Eu nunca cozinhei strogonoff sozinha. O pessoal sempre faz quando vamos à fazenda no final do ano. Mas eu sempre fico com a parte do arroz.

Ontem foi dia de vacinar o bebê. De manhã a hexavalente + pneumocócica. À tarde, a H1N1. Tadinho, o neném ficou com febre. E o maridão chegou em casa cedo (o que é sempre ótimo). Mercado? Hum. Não deu.

A idéia era preparar algo gostosinho, rapidão com o que tinha em casa. Tinha frango. Peito daqueles temperados que tem no mercado. Eu sempre mudo o tempero dessas carnes, acrescento alguma coisa. Tinha um vidrão de champignon dos grandinhos. humhum. Strogonoff.

Tentei lembrar o que as meninas fazem na fazenda. Bom, coloquei azeite na panela de pressão (espirra menos no fogão), cortei os frangos em pedaços, misturei com catchup (Heins) e mostarda (heins também). Duas “tuchadas” (isso mesmo. Aperta 1 vez o tubo com força – isso é uma tuchada) do primeiro e 1 tuchada do segundo. Tinha uns 200 gramas de frango. Foi para refogar no azeite. Daí eu resolvi colocar pimenta de cheiro.

Ficou assim

Achei que pimenta de cheiro era mais fraca, tipo só para dar o cheirinho do ardido, sabe. Burra, né? Mas eu tirei a sementinha de dentro. Usei uma verdinha comprida e uma vermelha redondinha. Joguei no refogado.

Depois uma caixinha de creme de leite e meia caixinha de leite. Misturei e servi com um arroz que, confesso, ficou saboroso, mas não branquinho. Ficou um arroz caramelo.

Cara, o gosto desde strogonoff ficou ardidinho. SEm exageros, mas deu um toque diferente no strogonoff de sempre.

O maridão engasgou na primeira, mas depois curtiu o ardido. Receita aprovada, tempo 45 minutos, desde o momento que abri a geladeira, até colocar no prato.

Uma panela só para lavar.

As experiências culinárias para o dia a dia

Como eu fiquei um tempão sem escrever, esta é uma atualização daquele “começo”.

Esse blog será uma coletânea de comidinhas feitas para minha família. Mas aqui não tem receitas. As receitas estão em livros de culinária, sites (eu darei a referência de cada uma delas).

O que vai ter neste blog é o “modus operandi” destas receitas na real, no dia a dia, sem o glamour dos grandes chefes, sem aqueles auxiliares dos programas de TV que já deixam tudo prontinho nos potinhos (e lavam toda a louça depois).

Também vai ter as variações que eu fiz em cada receita porque nem sempre você tem em casa tooodos os ingredientes necessários. E também não tem tempo de sair para buscar no mercado.

Meu dia a dia é bem corrido: eu trabalho, tenho um filho de 5 meses, cuido de algumas tarefas da casa, tenho que lavar a louça depois da janta e do almoço. Ou seja, nem sempre tenho tempo para ir ao mercado, ter ingredientes fresquinhos e – pior – em geral tenho no máximo 40 min para colocar a comida na mesa.

Detalhe: tenho um maridão que adora comer bem, está acostumado a almoçar em restaurantes legais. A vantagem é que ele curte ser minha cobaia, elogia 90% das minhas “criações culinárias” e quando não fica bom, ele é sincero. Esses comentários eu também coloco, porque não dá para acertar todas, né?