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Bebê no hospital – jantar virou leite

Então, né. Hoje teríamos visita para jantar e o cardápio seria risoto, com figo e dois queijos, ao vinho do porto em lugar de vinho branco.

Mas a bebê mais nova ficou doente, com febre muito alta e do pediatra fomos direto ao hospital fazer exames. Jantar cancelado. O risoto foi subistituido por um copo de leite quente com gemada. Feito em 5 min, depois de todos irem dormir.Foto do blog: Confesso que Comi

Amanhã tem mais. Podem deixar. Com a bebê bem, me vendo cozinhar.

Até.

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Aleitamento materno

Imagem: Ministério da Saúde

Então, tem refeição mais rápida e fácil de preparar que amamentação? Ops! Cuidado aqui. Para uma parte das mulheres não é nem tão fácil, nem tão rápido. Amamentar pode ser dolorido, fisicamente complicado e muitas vezes um sacrifício.

Mas eu não vou entrar neste ponto, porque este blog é de comida – e comida pronta em menos de 40 minutos. E amamentar é um destes casos.

Este post é um complemento ao que se vem discutindo sobre direito ou não das mulheres amamentarem em locais públicos – e os comentários bons e maus que sugiram a partir disso.

Amamentar é um direito da criança, um direito da mãe e é preciso ter condições para isso. Pessoas não devem ser obrigadas a amamentar em banheiros sem preparação, em buracos, em cantinhos. Simplesmente porque ninguém gosta de comer em buracos, banheiros – porque um bebê gostaria?

Claro que mães aprendem a ter organização suficiente para calcular os momentos de amamentar e reservar estes momentos para a tranquilidade da casa – ou não. Nem sempre é possível. Mas o que importa é que o direito deve ser de todas. Simples assim.

As campanhas do Ministério da Saúde mostram mães famosas ou não amamentando sem coberturas, paninhos ou algo do gênero:

http://bvsms.saude.gov.br/html/pt/dicas/29aleitamento.html

Se o Ministério da Saúde não vê problemas, porque nós deveríamos ver? E, ademais, isso também não importa. Importa que todas tenham o direito de amamentar em locais públicos, da forma que achar melhor. Todo o resto vem de cultura e educação – variáveis de família para família. Simples assim.

Piadas ok. Grosserias não dá. Piadas ok. Falta de respeito não dá. Simples assim.

Papinha prá não botar defeito

Como o tempo passa! Frase feita, mas real. Quando comecei esse blog, meu bebê só mamava no peito. Ele passou para mamadeira, entrou nas papinhas e agora começou a comer comida normal, conosco na mesa.

Deixo de fazer as papinhas. Ou melhor, passo a fazê-las quando der vontade – no bebê, em mim ou no maridão.

Mas aqui vão algumas formas de fazer papinhas deliciosas em 40 minutos:

1. Se você é como eu e não conhece batata doce, NÃO use. A papinha fica puxa-puxa, meio grudenta no céu a boca do bebê.

2. Faço as misturas numa panela normal, deixo cozinhar em fogo médio e vou acrescentando água até os legumes ficarem cozidos. Não uso panela de pressão, pois fica com muito caldo e sem sabor

3. Quase não uso sal.

Receita básica é assim: 1/2 cebola picada; 1/2 tomate picado (se der para tirar a casca, melhor); 100 grs de carne moída ou de frango picado (eu adotei carne orgânica para o bebê); um punhado de arroz ou de macarrão (o arroz cozinha junto com tudo. O macarrão você coloca quando faltar 10 min para desligar o fogo); três tipos de legumes e um tipo de verdura

Eu faço o seguinte:

a. Cebola na panela. Azeite por cima e uma pitada de sal. Refogo a cebola até ficar transparente em fogo alto. Jogo o tomate e deixo ele derreter ainda no fogo alto.

b. Coloco a carne ou o frango e refogo bem. Mudo para um fogo médio

c. Jogo o arroz e refogo mais um pouco. Todo esse processo dura mais ou menos 7 minutos

Antes de ligar o fogo, tem que descascar e picar os legumes e picar o vegetal. Quanto? Olha, depende de quanta comida você quer fazer. Eu penso assim:

1. Três batatas pequenas + uma cenoura grande + 1/2 beterraba / Quatro mandioquinhas + uma beterraba + meia abobrinha

Voltando à receita:

d. Coloco os legumes e os vegetais. Misturo e tampo por um minutinho

e. Em seguida, jogo a água e deixo ferver – Mais 20 minutos

f. Legumes cozidos, tiro a papinha e passo no liquidificador. Prontinho!

Constatações: a beterraba e o espinafre sempre predominam sobre todo o resto. Use em menor quantidade. O alface não tem gosto cozido, então é melhor lavar bem e bater cru com a papinha. Batata doce deixa a papinha puxa-puxa. Ervilha torta deixa uns fiapinhos que podem engasgar. Abóbrinha paulista pode ir com casca. Abóbora tipo moranga fica super gostosa. Fica legal colocar 1/2 maçã às vezes. Inhame, cará também dão um sabor especial. Criatividade manda. Varie as misturas de legumes e de verduras.

O bebê penou para comer

Fiz o que deveria ter sido a primeira papinha para o bebê amassada com garfo (chamada de grumosa – Grumosa, que palavra mais eca!) em lugar de processada no liquidificador.

Os ingredientes básicos – mandioquinha, batata, cenoura, alface, frango, tomate, cebola, gema de ovo. Só que no meio do cozimento eu lembrei do arroz. Detalhe: eram 10h50 e o bebê deveria comer 11 horas.

Me embananei, desliguei o fogo antes porque o bebê já estava chorando de fome. O arroz ficou “al dente”. Para um bebê de 8 meses é o mesmo que crú.

Resultado: passei mais tempo amassando a papinha que se tivesse feito uma nova.

Tadinho…

Almoço da Páscoa

Páscoa.  Em geral, as pessoas comem bacalhau nesta data. Eu acho estranho, porque dia de não comer carne é a Sexta-feira Santa. Para mim, a Páscoa é a festa de renovação e de trazer de volta à mesa o que não comemos durante a Quaresma. Além do mais, eu não como bacalhau. Isso mesmo. Já tentei, não gostei.

Então, para o almoço de Páscoa na casa dos meus padrinhos de casamento (almoço do tipo cada um leva um prato, e meu padrinho faz um suuupperr mega bacalhau) eu resolvi fazer boeuf bourguignon. Fiquei inspirada pelo filme “Julie&Julia”.

A receita está no link. Mas, veja bem. Eu e o maridão fomos tocar na missa de Vigília Pascal, no sábado à noite. O bebê ficou resfriado e eu queria me arrumar direitinho para essa comemoração tão especial. Resultado: também só tive 40/50 min para fazer o prato.

O que eu “ajeitei” da receita (e a Julie que me perdoe): usei bacon em fatia, daqueles que vêm no pacotinho; fiz só com cogumelo (dos bem grandões); usei coxão mole e cozinhei tudo na panela de pressão (por 30 min). Ah! E coloquei caldo de costela, no lugar de caldo de carne (sim, de tabletinho mesmo).

Rolou. Quem comeu, gostou. Fez uma boa contrapartida ao bacalhau (que ficou excelente também). O maridão não comeu, mas tudo bem. De vez em quando é bom receber elogios de outras pessoas!

Esse não é o meu. É só para ilustrar. O meu ficou só com a carne e cogumelo

A papinha do ardidinho

Não, gente. Eu não fiz a papinha do bebê com a pimenta de cheiro.

Mas enquanto refogava o strogonoff, eu descasquei uma mandioquinha pequenina, meia batata pequena, umas seis folhas de rúcula, abóbora (daquela laranja com a casca verde) e uns cinco pedaços do frango (que eu lavei para tirar o tempero).

Refoguei no azeite. Três copos de água e deixei ferver. Ah! Eu tempero com cebola ralada (de vidro, já pronta) e um pouquinho (pouquinho mesmo) de tempero pronto caseiro (Cia das Ervas).

Ficou bom, o bebê comeu tudo, mesmo desanimado por causa da vacina.

As experiências culinárias para o dia a dia

Como eu fiquei um tempão sem escrever, esta é uma atualização daquele “começo”.

Esse blog será uma coletânea de comidinhas feitas para minha família. Mas aqui não tem receitas. As receitas estão em livros de culinária, sites (eu darei a referência de cada uma delas).

O que vai ter neste blog é o “modus operandi” destas receitas na real, no dia a dia, sem o glamour dos grandes chefes, sem aqueles auxiliares dos programas de TV que já deixam tudo prontinho nos potinhos (e lavam toda a louça depois).

Também vai ter as variações que eu fiz em cada receita porque nem sempre você tem em casa tooodos os ingredientes necessários. E também não tem tempo de sair para buscar no mercado.

Meu dia a dia é bem corrido: eu trabalho, tenho um filho de 5 meses, cuido de algumas tarefas da casa, tenho que lavar a louça depois da janta e do almoço. Ou seja, nem sempre tenho tempo para ir ao mercado, ter ingredientes fresquinhos e – pior – em geral tenho no máximo 40 min para colocar a comida na mesa.

Detalhe: tenho um maridão que adora comer bem, está acostumado a almoçar em restaurantes legais. A vantagem é que ele curte ser minha cobaia, elogia 90% das minhas “criações culinárias” e quando não fica bom, ele é sincero. Esses comentários eu também coloco, porque não dá para acertar todas, né?